Hospedagem no Japão: Onde é melhor ficar? (parte 2)

A segunda parte de dicas de hospedagem no Japão vai abranger lugares menos conhecidos, mas que tornam a viagem ao Japão mais completa e com a possibilidade de ver o país através de outras facetas. Vem comigo:

SHIGA KOGEN – em Nagano-ken

HIGASHIDATE HOTEL

A melhor parte da nossa viagem em 2010, sem dúvida. Apesar de ser primavera e do receio de não haver neve suficiente para esquiar, a neve estava powder, ótima para ski. Nossa prioridade era achar um hotel ski-in/ski-out. Dentre várias opções, escolhemos o Higashidate, que foi a melhor acomodação que tivemos no Japão. O hotel é bem moderno, ficamos em um quarto estilo ryokan com uma vista de tirar o fôlego, mas também existem quartos em estilo ocidental. Tem opção de café da manhã em estilo japonês ou ocidental. Eu sempre pedia o ocidental e marido pedia o oriental e dividíamos. Mas o grande destaque vai mesmo é para a comida, ou melhor, o banquete servido todas as noites no hotel.

localização: fica em Hoppo-spa, 2 min de caminhada do ponto de ônibus, mas se ligar, eles te pegam no ponto.

quanto custa: 11,700 yen por pessoa em quarto estilo japonês com banheiro com  direito a ofurô, com meia pensão e tax incluso. A atmosfera de um verdadeiro ryokan. Vale cada centavo.

amenidades: Chá verde com biscoitos no quarto todo dia. Aluguel de equipamento de ski e snow-board (avisar com antecedência seu número de calçado) . Shampoo, condicionador e secador de cabelos no banheiro. Yukata (quimono de ficar em ryokan – como bem disse o Ricardo Freire). Onsen privativo (termas). Lojinha de souvenirs e snacks. Lavanderia.

pegadinha: alguns quartos cheiram um pouco a cigarro. Devido ao sistema central de ar, acho que a fumaça dos quartos dos fumantes acabaram vindo para o nosso. Além disso, a pista de ski, apesar de ser para iniciantes não é a mais fácil que tem pela região. Para seguir para outras pistas, é preciso alugar um carro ou ir de ônibus.

http://www.hoppo-spa.com/english/index.htm

HAKUBA  – em Nagano-ken

HAKUBA POWDER LODGING

Em 2008 também aproveitei a viagem ao Japão para esquiar. Fomos no início de dezembro, já tinha neve suficiente, mas não estava tão bom quanto em 2010. Ficamos na Vila de Hakuba, ou seja, precisávamos pegar ônibus todo dia para subir a montanha e poder esquiar. O guesthouse que ficamos era simples, mas aconchegante, um excelente custo-benefício para quem quer gastar pouco. O dono, era americano (se não me engano) casado com uma japonesa, portanto lingua inglesa de bônus.

localização: fica em na vila de Hakuba, perto de lojas de convenência e lojas de aluguel de equipamentos de ski/snowboards.Basta combinar com o pessoal do guesthouse que eles providenciam o transfer gratuito a partir da estação de Hakuba.

quanto custa: 2,500 yen por pessoa em quarto quádruplo.

amenidades: Aquecedor  e wi-fi nos quartos. Aluguel de equipamento de ski e snow-board (avisar com antecedência seu número de calçado) . Shampoo, condicionador e secador de cabelos no banheiro. Toalhas. Lavanderia. Descontos para hóspedes para passes de ski e onsen.

pegadinha: não é um ski-in/ski-out, o que faz você perder um considerável tempo se deslocando para o resort de ski.

http://www.hakubapowderlodging.com/

Cruzeiro da Celebrity

Minha próxima viagem será à bordo de um cruzeiro. Será minha segunda viagem desse estilo. Antigamente, eu, que torcia o nariz para esse tipo de viagem, venho aos poucos me rendendo (talvez seja a idade pesando) a esse tipo de viagem em que você deixa a correria e as preocupações comuns de uma viagem de lado (onde jantar, onder dormir, como chegar no lugar…) e deixa quase tudo por conta do navio.

Na primeira vez que fui em um cruzeiro talvez não valha a pena comentar muito. Foi um mini-cruzeiro pelo Caribe, por uma companhia mea-boca (Carnival) com comida mea-boca e decoração bem brega. Mas o cruzeiro cumpriu sua função, cujo mote era “descanso total”. Por isso, resolvi dar uma segunda chance aos cruzeiros e dessa vez vamos viajar em…er…grande estilo.

Não preciso dizer que em primeiro lugar se deve escolher o destino. A não ser que seu objetivo seja aproveitar apenas o navio. Nosso destino: um tour de 7 noites pelo Mediterrâneo, passando por Santorini e Atenas (Grécia), Ephesus (Turquia) e Capri (Itália).

A escolha da companhia de cruzeiros deve ser uma de suas prioridades. Cada companhia tem seu estilo, seu público. Nossas opções eram Royal Caribbean, Celebrity e Norwegian Cruise.

A Royal Caribbean é conhecida por seu público composto basicamente de famílias. Suas instalações são voltadas para deixar os pimpolhos ocupados, bem como os pais. A comida dizem que é OK mas o entretenimento a bordo é rico e tem até shows da broadway nos maiores navios.

A Norwegian Cruise é conhecida pelo seu free-style (não tem código de vestimenta, nem jantar do capitão) e grande entretenimento noturno, tendo até mesmo um bar de gelo no Norwegian Epic (atualmente o maior navio da frota).

Já a Celebrity é uma irmã menor da Royal Caribbean, é conhecida pela sua preocupação com a qualidade da comida mais do que entretenimento, além de possuir navios com uma decoração que não agride a visão.

Como amante da boa mesa, acabei escolhendo o cruzeiro da Celebrity, mais especificamente, o navio Celebrity Equinox (são 10 restaurantes à parte, fora o restaurante principal e o casual ) e a maior parte das cabines possuem varandas. Não sei se a área da piscina é grande o suficiente para não ficar “lotada” nos dias em que o navio passará em alto-mar (espero que não, mas tudo indica que sim) e sei que o wi-fii do navio é proibitivo para internautas de plantão. Contudo, as chances de passar uns dias sossegada, sem ter que se preocupar com quase nada, apenas com os horários de embarque e desembarque dos portos de parada devem compensar esse lado ruim.

Quando voltar, conto como foi.

Evitando gafes em Onsens

Coisa simples do cotidiano de todo japonês, nem sempre é fácil para um viajante entender todas as nuances de etiqueta que envolve um banho de onsen (mesmo que seja um conterrâneo). Então como evitar aquela cara vermelha de vergonha se você quer ter uma experiência de Onsen?

O Japão é um dos países em que você estará mais propenso a cometer gafes se não prestar atenção. É um uso indiscriminado de palavrinhas como  sumimasen (com licença/desculpe) pra lá, onegaishimasu (por favor) pra cá, misturado com linguagens corporais que você não faz idéia do que significa e pronto: a bomba-relógio para as gafices está montada e até mesmo em tarefas cotidianas como comer num restaurante você estará sujeito à isso. Se imagine agora num – na falta de tradução melhor – spa japonês (ou simplesmente Onsen), cuja cara você nunca viu mais gorda.

Onsen é tradução para fontes termais naturais, e se espalham por todo o país, sendo muito comum encontrar cidades cujo turismo é inteiramente voltado aos onsens. Japoneses de todas as faixas etárias adoram. Não é como aqui, em que fonte termal é sinônimo de hobby de terceira idade.

Antigamente, há algumas décadas atrás, era comum as casas japonesas não terem banheira ou chuveiro. As pessoas costumavam usar as chamadas casas de banho públicas na vizinhança, conhecidas como “Sentô”. O Sentô usa água normal. Quando água mineral é usada, é chamado de Onsen, e nesse caso vem com uma série de benefícios para o corpo de acordo com o tipo de mineral que provém da fonte. Tem de tudo (água com enxofre, água sulfúrica, água com ferro… e o povo japonês acredita que mergulhando o corpo no onsen cura dores crônicas do corpo e até mesmo algumas doenças).

Existem 2 tipos de onsen, o localizado na parte exterior (roten-burô) e o que fica na parte interior.. Tem Onsen pequeno, grande, gigante, com jardim, pedras, cascatas, com neve caindo sobre suas cabeças…Alguns são mistos (para homens e mulheres), mas a maioria é para sexos separados.

Em alguns ryokans(pousadas típicas japonesas) ainda é possível reservar um onsen privativo só para você. Boa pedida para quem viaja em casal.

Uma experiência única é se hospedar em um ryokan e entrar no espírito da coisa. Seja para relaxar em um onsen numa casa pública ou em um ryokan, aqui vai as regras básicas de etiqueta para não passar vergonha.

Decore o Kanji do seu Vestuário

Começando com entrar no corredor certo para o seu vestuário. Os banhos são separados para homens e mulheres, e normalmente são indicados com avisos…em japonês (já viu que eles não devem receber tantos turistas estrangeiros assim). Os mais modernos tem desenhos indicando o sexo, porém os tradicionais…

Entrar na água, só sem roupa

Em todo onsen existe um vestuário com armários ou estantes para você deixar suas roupas e pertences. Às vezes tem até uma cestinha para socar tudo lá dentro sem correr o risco de perder nada. Não se pode usar nada (nem roupa de banho) para entrar nos onsens – exceção para alguns pouquíssimos onsens que permite o uso de roupa de banho nas piscinas mistas, por isso é importante que você se sinta confortável o suficiente para ficar nu na frente de outras pessoas. Verdade seja dita, os japoneses estão tão acostumados com a situação que ninguém fica reparando em ninguém, o que torna a situação um pouco mais “natural” e você não se sente um alien. A única coisa que você pode levar consigo é a toalhinha da modéstia (seu uso inclui cobrir as partes íntimas quando andando para lá e para cá) que muitas vezes tem à venda no próprio local e que você pode guardar como souvenir.

Qual o motivo de se entrar pelado em um onsen?

O Onsen é um local para relaxar o corpo e a alma,portanto as roupas de banho podem trazer sujeiras e tirar a pureza das águas vulcânicas que alimenta o Onsen.

Só entre no Onsen/Sentô depois de ter se lavado

É isso aí, você leu certo. O Onsen não é lugar para se lavar, é um lugar para relaxar, portanto, para poder entrar no onsen você precisa “tomar banho” antes (mesmo que você já tenha tomado banho antes de ir para lá, e isso inclui lavar o cabelo). Adjacente ao onsen  existe uma área para tomar banho. Você senta num banquinho. À sua frente tem um chuveirinho com um jato d’água potente e tubos de shampoo/condicionador/sabonete líquido. Você pode/deve usar a toalhinha pequena como esponja. Aí segue o ritual, abre o chuveirinho, se molha, fecha chuveirinho, se ensaboa todo,  abre chuveirinho, se lava. Depois de devidamente limpo, pegue sua toalhinha (certifique-se de ter tirado todo o sabão dela) e siga para o onsen.

A Toalhinha da modéstia

Esse é um assunto controverso. A maioria dos Onsen permite que se leve a toalhinha para dentro da área molhada apenas para “se lavar” e cobrir suas partes íntimas. Quando você entra no Onsen propriamente dito, alguns deles tem avisos explicando que é para deixar a toalhinha na beirada e não colocá-la nunca, jamais, dentro da água (o motivo é para manter a limpeza da banheira, já que a toalhinha seria algo considerado “sujo”). Mas a toalhinha tem um papel fundamental, segundo o ditado popular japonês, que é dobrá-lo e colocar em cima da cabeça ou da testa (para evitar desmaios).

Conversas e afins

É permitido conversar dentro do Onsen. Mas gritar/falar alto/cantar pode ser mal-visto pelos outros ocupantes. Vez ou outra alguém pode vir puxar papo com você. Comigo isso não aconteceu, mas marido já se viu nessa situação em alguns onsens que fomos. Pular na água/agitar a água e etc só é tolerado se você for uma criança (pequena).

Tatuagem

Alguns onsens ainda proibem a entrada de pessoas tatuadas (mesmo que sejam tatoos pequenas) devido ao estigma disso no Japão. Lá, tatuados normalmente são membros da Yakuza (máfia japonesa) ou pessoas que estão à margem da sociedade. Contudo, minha irmã que tem tatuagens enormes espalhadas pelo corpo entrou em onsens lá sem problemas, salvo alguns que realmente tinha tal restrição. E ah sim, se tiver alguma tatuagem, pode se preparar que as pessoas vão lançar olhares atravessados/medrosos.

Saindo da água

Ao sair da área molhada e se dirigir para o vestuário, lembre-se de se secar primeiro com a toalhinha para não ir “pingando” pelo caminho.

Considerações Finais

A água dos Onsens são normalmente muito, muito quentes. A maioria fica fácil, fácil acima de 38 graus. Não se espante ao ver um japonês entrar de corpo e alma sem hesitar. Mas não tente imitá-lo. Comece entrando com a ponta do pé e vá devagar. É recomendável não ficar mais do que 10 ou 15 minutos dentro da água ou você pode literalmente desmaiar, e se estiver sozinho será um problema. É normal entrar e sair um pouquinho para resfriar o corpo (vale até voltar para o chuveirinho e usar o jato de água fria para se resfriar), para então entrar novamente. Esse processo pode ser repetido várias vezes, especialmente por quem não tem tanta resistência à água “pelando”. Talvez seja a água quente demais, talvez sejam os minerais, a verdade é que você sai de lá novo em folha. Até marido que odeia água quente gostava de ficar imerso no onsen.

A maioria dos onsens que eu fui, especialmente os de Ryokan estavam vazios ou com 1 ou 2 pessoas apenas. Dependendo do horário em que você escolhe, é possível aproveitar sozinho o onsen.

E a pergunta que não quer calar: Vale a pena?

Definitivamente, sim! Primeiro, porque sua experiência ao Japão não será completa sem ela. Segundo, é uma das experiências mais relaxantes para o corpo que você vai ter. Não por acaso está no topo da lista de coisas favoritas a fazer do japonês (e da minha também). Quando fui pela primeira vez, passado os primeiros minutos de constrangimento, tudo é esquecido quando se entra e relaxa no onsen.

Boas compras em Londres: Lojas de materiais de arte

CASS ART

Essa loja faz a festa dos estudantes de arte da cidade. A filial que eu mais gosto é a que fica em Charing Cross, pertíssimo da National Gallery em Tralfalgar Square, mas contam também com unidades em Hampstead, Islington, Soho e Kensington. Eles sempre tem promoções gigantes de 60% off pra cima. Vale a pena parar na loja para reabastecer seus suprimentos de arte.

Cass Art

LONDON GRAHIC CENTRE

Localizado no coração de Convent Garden (um bairro pra lá de charmoso) essa loja tem de T-U-D-O quando o assunto é arte e afins. Além dos materiais de arte, também tem presentinhos bacanas para aquele seu amigo designer/arquiteto/fotógrafo/artista. Só atenção para os preços, que não são exatamente os mais baratos da cidade.

London Graphic Centre

L. CORNELISSEN & SON

Essa loja familiar está em funcionamento desde 1855 e é a loja de artes mais autêntica em que eu já estive e fica perto do British Museum. Foi lá que eu comprei meu vidrinho “vintage” de pigmento vermelho selado com cera e que até hoje não tive coragem de abrir. Tem desde materiais para profissionais quanto materiais mais baratos para estudantes. Lá é definitivamente o local para procurar aquilo que nao se acha em outras lojas de artes.

L. Cornelissen & Son

GREEN AND STONE

Localizada no burburinho de Chelsea, tem uma seleção de materiais vintage com preços de tirar o fôlego. Mais para olhar e saciar sua curiosidade do que comprar.

Green and Stone

SHERPHERD’S BOOKBINDERS (antiga falkiners)

Essa loja é especializada em materiais para encardenação além de possuir um acervo incrível de papéis artesanais. Ela fica pertinho do British Museum, então dá para esticar o passeio do museu até lá.

Sherpherd’s Bookbinders

Andando de trem e metrô em Tokyo

Tokyo é servida por 2 companhias de metrô e várias companhias particulares de trens além da JR. Todas se misturam nas estações, causando uma confusão na cabeça dos turistas desavisados. O maior problema que eu encontrei na minha viagem foi comprar tickets de uma companhia quando na verdade eu queria usar a linha de outra companhia e a catraca soava o alarme devido ao bilhete errado. Chato. Pior quando se demora para entender que o bilhete não passa porque a rede de metrô não é operada apenas por uma companhia como nas outras grandes cidades em que você já esteve.

Por isso vou tentar elucidar um pouco como funciona o sistema de transporte subterrâneo da cidade. Já peço desculpas porque o post pode ficar um pouco confuso. Mas garanto que será melhor do que chegar lá na ignorância.

As companhias de metrô que operam na cidade são a Toei e a Tokyo Metro. A Toei tem 4 linhas. A Tokyo Metro, 9. Juntas somam 13 linhas e cobrem a área central de Tokyo e a área ao redor de Ginza e Shitamachi. Além disso, tem a JR East, companhia de trem que cobre boa parte da cidade. Trocando em miúdos, cada companhia requer tickets distintos.

Linhas do Tokyo Metro: Ginza, Marunouchi, Hibiya, Tozai, Chiyoda, Yurakucho, Hanzomon, Namboku, Fukutoshin.

Linhas da Toei: Asakusa, Mita, Shinjuku e Oedo.

A JR tem muitas linhas, mas as que tem o maior interesse para os viajantes são 3: Yamanote line,  Chuo line e  Sobu line.

Sua melhor amiga será sem dúvidas, a Yamanote line, a linha de trem circular de Tokyo que cobre as 6 maiores estações da cidade (Tokyo, Ueno, Ikebukuro, Shinjuku, Shibuya e Shinagawa).

Cartões pré-pago e passes diários

A enorme vantagem de se obter um cartão pré-pago (SUICA ou PASMO) é que você não precisa ficar comprando tickets para cada empresa. O valor é debitado assim que você passa o cartão na catraca. Isso poupa muita dor de cabeça, já que você não precisa ficar adivinhando qual é a maquininha de bilhetes da empresa X ou Y (todas parecem iguais). O lado ruim é perder os descontos dados quando se compra os bilhetes separadamente.

Os passes diários por sua vez, são oferecidos em diversas opções mas nem sempre compensam porque são caros ou não cobrem todas as linhas de trem/metrô de Tokyo. São eles:

– Tokyo Free Kippu (1,580 yen): válido para todas as companhias + ônibus. Mas é caro.

– Toei and Tokyo Metro One-Day Economy Pass (1,000 yen): Válido somentre para o metrô. O passe se paga se você for usar muito o metrô neste dia.

– Tokyo Metro Open Ticket (1 dia: 600 ou 710 yen; 2 dias 980 yen): Como diz o nome, válido apenas para as linhas da companhia Tokyo Metro. O passe comum custa 710 yen, enquanto que o passe para o turista custa 600 yen. A versão para o turista só está disponível no aeroporto de Narita.

– Toei One Day Economy Pass (700 yen): Válido para as  linhas de metrô da Toei + ônibus.

– Tokunai Pass (730 yen): Uso em todas as linhas da JR na área central de Tokyo.

– Holiday Pass (2,300 yen): Uso ilimitado por 1 dia de trens locais e rápidos da linha JR na grande Tokyo (incluindo Yokohama e Kamamura). Só pode ser usado aos sábados, domingos e  feriados.

SUICA ou PASMO? Qual é melhor?

Se é pra ficar apenas em Tokyo, não faz diferença, pois ambas são aceitas. Porém a SUICA pode vir a ser uma opção melhor, já que pode ser usada em todas as linhas da JR enquanto a PASMO está limitada apenas à Grande Tokyo e algumas partes de Niigata e Sendai. Uma ótima opção de custo-benefício seria adquirir o SUICA-NEX package.

Pegando um trem no Japão

Com tantos tipos de trens e companhias no Japão, resolvi fazer um guia rápido sobre o assunto.

Os trens podem ser divididos nas seguintes categorias:

Local (kakueri-teisha ou futsu-densha): Os trens locais param em todas as estações

Rapid (kaisoku): Os trens rápidos não param em todas as estações. O preço da passagem é o mesmo do trem local.

Express (kyuko): Os trens expressos pulam ainda mais estações do que os trens rápidos.

Limited Express (tokkyu): Os trens chamados limited express param apenas nas estações principais.

Trem-bala (shinkansen): o trem-bala dispensa apresentações. O trem corre em linhas e plataformas separadas dos demais.


Além das categorias de trens, existem 2 categorias de assentos para os trens: classe econômica e primeira classe, disponíveis nos shinkansens, limited express e alguns trens mais lentos. Os trens locais, entretanto, em sua maioria possuem apenas assentos de classe econômica.

Os shinkansens e os trens limited express tem vagões para assentos livres e vagões para assentos reservados. O custo para reservar um assento varia de 300 a 700 yen, mas não tem custo para quem possui o JR Pass.

COMO COMPRAR SUA PASSAGEM DE TREM:

As passagens para viagens curtas podem ser comprados em máquinas e as passagens para viagens longas nos balcões de vendas nas estações de trens.

Na máquina:

1 – Ache o seu destino e o custo da viagem no mapa que se localiza na parte superior da máquina. O mapa mostra as linhas de trens e estações de determinada região. Os preços das passagens estão escritas embaixo de cada estação.

2 – Insira o dinheiro na máquina. A maioria das máquinas aceitam moedas de 10, 50, 100 e 500 yen e notas de 1,000 yen. Algumas máquinas também aceitam notas de valor maior.

3 – Escolha o número de passagens que pretende comprar. O padrão da máquina é 1 passagem, portanto se estiver viajando sozinho, pode pular esse passo.

4 – Aperte o botão que mostra o número de passagens.

5 – Pegue suas passagens e o troco (se houver).

dica: às vezes, os mapas só mostram as estações em japonês. Se você não saber ler japonês, e não consegue achar o seu destino não se preocupe. Compre a passagem mais barata que tiver e pague a diferença em outra máquina na estação do seu destino.

No balcão de vendas:

Para comprar a passagem no balcão, você vai precisar dar ao atendente as seguintes informações:

– número de viajantes;

– dia da partida;

– estação de embarque;

– estação de desembarque;

– se vai querer classe econômica (ordinary) ou primeira classe (green car);

– se prefere assento reservado ou assento livre (caso queira o assento reservado, deverá ainda especificar qual é o trem – nome e número – ou o horário de partida e se prefere um vagão fumante ou não fumante. ufa);

Passando pela catraca:

Depois que você comprou sua passagem, é só passar o ticket pelas catracas automáticas. Se o ticket for inválido, um alarme vai soar e a portinhola da catraca se fecha.

Se você possui JR Pass, não poderá passar pelas catracas automáticas. Normalmente do lado esquerdo ou direito das catracas automáticas tem um portão com um funcionário da estação. Você deverá mostrar seu passe a ele, e ele liberará sua entrada na plataforma.

Caso você esteja se dirigindo para a plataforma do trem-bala, deverá ainda passar por um segundo portão, dentro dos mesmos procedimentos.

Uma vez na plataforma…

Achar sua plataforma é fácil. Basta olhar para as placas que informam as linhas dos trens e suas direções. Quase todas as placas tem informações em japonês/inglês.

Além disso, em boa parte das plataformas existem marcas no chão indicando onde as portas do vagão de número x/sy/z vai parar, se é green ou ordinary, reservado ou não, fumante ou não. Normalmente você verá uma fila de japoneses educados se formando atrás das tais marcas.

Dentro do trem, faça como os japoneses. Se o vagão estiver lotado, não obstrua as portas. Coloque sua mochila no chão ou no compartimento superior do trem para não atrapalhar a passagem. E observe como eles nunca encarem ninguém e estão sempre ocupados jogando no celular, lendo mangás ou jornais ou dormindo. É divertido. E se prestar mais atenção, notará que ninguém fala ao telefone dentro do vagão. Se este toca, o cidadão gentilmente sai na próxima parada para atender ao celular.

Japan Rail Pass e outros passes de trens

Uma das melhores economias que você pode fazer se for ao Japão é comprar o Japan Rail Pass. Disponível apenas para quem mora fora do Japão e vai visitá-lo por no máximo 90 dias, seu uso se estende por todo o país e inclui o uso de até mesmo ônibus e  balsas. Ele é válido para:

– Trens JR (quase todos os trens estão incluídos: shinkansen, limited express, express, rapid e trens locais)

– Linha de trem Aomori que passa entre Hachinohe e Aomori (nesse caso, só se pode embarcar e descer nas estações de Aomori, Hachinohe e Noheji)

– Tokyo Monorail para Aeroporto de Haneda (aeroporto de vôos domésticos de Tokyo)

– Balsa da JR para Miyajima

– Ônibus de circulação local da JR

– Ônibus de viagens da JR (também não tem muitas opções, veja aqui os itinerários)

Além disso, existem 2 categorias de JR Pass:

Ordinary (classe econômica) e Green (primeira classe ou como eu chamo: V.I.P.)

A diferença de valor entre os 2 é significativa. O que nos leva à questão: Quanto vale o seu conforto?

A classe econômica dos trens tem beeem mais espaço para suas pernas do que uma classe econômica de qualquer avião. Viajamos por 30 dias pelo Japão pela classe econômica muito bem, e sempre com espaço de sobra e os vagões nunca estavam abarrotados, apesar de as vezes estarem um pouco cheios.

Já a classe vip tem assentos mais espaçosos e confortáveis, são mais vazios, travesseiros maiores, cobertores, bebidas de graça (as vezes até algum snack) e uma sala  de espera dedicado aos V.I.P. Vale a pena o investimento? Sinceramente não sei e vale dizer que a maioria dos trens locais tem somente vagões de classe econômica. A não ser que você vá ao Japão em época de feriado nacional (o famoso golden week) você não deverá ter problemas em arranjar assentos na classe econômica. No entanto, você sempre pode reservar sua passagem com antecedência pelo site…

Definido qual o tipo se encaixa melhor no seu perfil, só falta escolher o tempo de validade do seu passe. Sao 3 tipos: 7, 14 ou 21 dias. Os preços você encontra aqui. E aqui vai a lista dos revendedores autorizados da JR na América do Sul.

obs: vale lembrar que você deve andar sempre com o seu passaporte em mãos, caso contrário não conseguirá usar seu JR Pass.

Agora…você vai ao Japão e não vai ficar na correria de ver 1 cidade por dia…sendo assim, talvez o JR Pass não seja o melhor negócio para você. Nesse caso, onde você vai ter uma cidade como base (provavelmente Tokyo ou Osaka) e só quer dar um pulinho acolá, existe outra opção: O JR Seishun 18 Kippu.

Com ele, você consegue usar os trens locais e os rápidos da JR (mas não o express, o limited express e o shinkansen) em escala nacional por 5 dias flexíveis e o tal passe ainda pode ser dividido entre as pessoas. Custam bem menos que o passe de 7 dias: 11,500 yen, porém só está disponível em certas épocas do ano e só pode ser comprado quando você já estiver no Japão em qualquer estação da JR.

SOBRE OS OUTROS PASSES DE TRENS EXISTENTES:

não vou cobrir todos, porque são muitas opções, vou colocar as que eu julgo mais úteis.

Estes são divididos por áreas específicas, portanto só vale a pena se você concentrar sua viagem somente naquela área. São elas:

Hokkaido Rail Pass

Válido apenas para a região de Hokkaido para estrangeiros, tem passes de 3, 5, 7 dias consecutivos ou um passe de 4 dias flexíveis a ser usado num período de 10 dias. Maiores informações aqui.

Hokkaido Free Pass: passe váido também para residentes no Japão, é um passe de 7 dias.

JR East Pass – região de Kanto/Tohoku

Passe de 5, 10 dias consecutivos ou 4 dias flexíveis (usei esse passe na minha primeira viagem ao Japão). Válido para quase todos os trens da JR, incluindo os Shinkansens (menos o Shinkansen Tokaido)Pode ser comprado dentro ou fora do Japão. Mais informações, aqui.

JR West Rail Pass – Região de Kansai

Válido para a região de Kansai, abrange cidades como Osaka, Kyoto, Kobe, Nara, Himeji…tem passes de 1, 2, 3, ou 4 dias consecutivos, sendo que o mais caro custa 6,000 yen. Disponível apenas para quem vai visitar o Japão, pode ser comprado dentro ou fora do país. Informações aqui.

Kyushu Rail Pass – Região de Kyushu

Passes de 3 ou 5 dias consecutivos, válidos para os trens da linha JR Kyushu incluindo o Kyushu shinkansen e os limited express, porém o Sanyo Shinkansen fica fora da lista. Disponível apenas para quem vai visitar o Japão, pode ser comprado dentro ou fora do país.Mais informações aqui.

e uma última dica, eu usei  o hyperdia para checar os horários e rotas dos trens, muito útil para todo viajante não perder a viagem (desculpe, não resisti ao trocadilho).